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A empresa catarinense, que participa de mais de R$ 17 bilhões em decisões de crédito por ano, abriu o portfólio a micro, pequenas e médias empresas e colocou em operação o motor de decisão IBRACRED e a agente de inteligência artificial TanIA.
A Ibratan, que desde 1996 desenvolve sistemas de apoio à decisão para bancos, financeiras, cooperativas e administradoras de cartão, começou a atender empresas de menor porte. A leitura de comportamento que hoje calibra a política de risco dessas instituições passa a ser oferecida a negócios que decidem no balcão, sem departamento de risco, em um ano em que o Banco Central registra 81,7 milhões de brasileiros inadimplentes e a carteira vencida no maior patamar da série histórica.
O SHARP55 responde ao que o score não foi construído para responder: como o proponente se comporta quando falta caixa. Registro público é o dado, mas a oferta vai além. O que chega ao cliente é uma leitura de conduta, com litígio, recorrência e padrão de reação ao atraso. Ao score continua cabendo a fotografia do momento, mas agora tem complemento de comportamento.
O IBRACRED aplica a régua de risco definida pelo cliente e devolve a decisão em segundos; quando a proposta deriva, ela vai para a mesa do analista com a informação já reunida, e a palavra final continua humana. A TanIA, analista de risco criada por inteligência artificial, explica a fundamentação e dá recomendação a partir de um parecer profissional e acessível.
A entrada no segmento de menor porte se resolveu por percepção de mercado: PMEs são mal atendidas em informação e pós-vendas e podem usar o SHARP55 sem integração, ou conectá-lo em meras quatro horas a um motor de crédito já em operação. O primeiro vertical é o de locadoras de veículos, onde a exposição por contrato é o bem inteiro.
Um rápido case de sucesso foi onde a Ibratan revisou 80.000 clientes inadimplentes. Desses, 52.000 apareciam pela primeira vez em registro judicial, uma diferença de R$ 70 milhões no que o credor julgava saber da própria carteira. Redirecionada a régua, 41% voltaram a pagar em 90 dias.
“A pergunta não é quanto ele deve, é o que ele faz quando atrasa”, diz Gabriel Jacques, CEO da Ibratan. O proponente de crédito precisa ser compreendido sob um novo prisma quando todo o público está em default.
Sobre a decisão de descer de porte, Jacques é econômico. “Uma locadora que entrega um carro assume o mesmo risco de um banco que libera um limite, sem ter uma mesa de crédito para avaliá-lo. Não havia razão técnica para ela decidir com menos do que o banco tem.”
SOBRE A IBRATAN
Fundada em 1996, a Ibratan desenvolve sistemas de apoio à decisão para crédito e risco, reunindo informação calibrada por tipo de operação, modelo de decisão e resposta interpretada. Atende bancos, financeiras, cooperativas e administradoras de cartão, participa de mais de R$ 17 bilhões em decisões de crédito por ano e registra NPS 9,4.

