Educação financeira: um caminho para decisões financeiras mais conscientes

No Brasil, além de termos as dificuldades normais de qualquer país globalizado, diante de uma economia globalmente instável, ainda temos que encarar nossa triste realidade de país subdesenvolvido.

Somos uma nação abençoada por termos à disposição quase todos os recursos naturais do planeja. Nosso clima é um dos mais favoráveis e estáveis do mundo, com quase nenhuma existência de desastre natural. Somos autossuficientes na geração de energia e combustíveis. Nossa agricultura está na vanguarda da produção mundial e de tecnologia. Somos referência em muitos segmentos mundo a fora, mas nosso povo é praticamente analfabeto no quesito EDUCAÇÃO FINANCEIRA.

Ao longo de mais de 500 anos de existência, nossa nação nunca se preocupou em ter na base escolar conceitos da Educação Financeira. As poucas iniciativas que tivemos por aqui, até então para combater esse enorme ‘’gap social’’, foram realizadas pelo 3° setor, e pelo empresariado (iniciativa privada).

Apesar desse retrospecto negativo, nos últimos anos, tem crescido o movimento para elevar o nível de Educação Financeira no Brasil, inclusive com um marco importante, definido pelo poder Executivo através do Decreto n° 7.397 de 22/12/2010, criando a ENEF (Estratégia Nacional de Educação Financeira).

A ENEF é uma mobilização multissetorial em torno da promoção de ações de educação financeira. A estratégia foi instituída como política de Estado de caráter permanente, e suas características principais são a garantia de gratuidade das iniciativas que desenvolve ou apoia e sua imparcialidade comercial. O objetivo é contribuir para o fortalecimento da cidadania ao fornecer e apoiar ações que ajudem a população a tomar decisões financeiras mais autônomas e conscientes. A estratégia foi articulada por 7 órgãos e entidades governamentais e 4 organizações da sociedade civil, que juntas integram o Comitê Nacional de Educação Financeira – CONEF.

O nosso desafio é enorme até equalizarmos o ‘’nosso gap social’’*, e nos equiparmos aos níveis de Educação Financeira do ‘’mundo desenvolvido’’. Essa missão deve ter o apoio de cada segmento de nossa sociedade, e nesse sentido devemos nos questionar: como podemos contribuir com esse grande problema social?

*Serasa: Ago_23 indica que 71,74 milhões de brasileiros estão situação de inadimplência, o crescimento foi de 320 mil em relação ao mês anterior. 

Pensando nisso, descobri que eu poderia contribuir de forma voluntária, levando conhecimentos básicos de EDUCAÇÃO FINANCEIRA a pessoas que estivessem dentro de um raio de convívio social, e com isso poder dar a chance de muitas pessoas mudarem suas vidas, através do conhecimento, e escolhas financeiras mais racionais e sustentáveis.

Minha experiência depois de algum tempo de engajamento é que a Educação Financeira transforma vidas! E você, como pode ajudar nosso pais?

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