A escalada da inteligência artificial e a adesão ao Open Finance

No último ranking global de Open Finance, realizado em 2021, o Brasil ocupou o 2º lugar ficando atrás apenas do Reino Unido – país pioneiro na implantação da iniciativa. Na época, cerca de cinco milhões de brasileiros já estavam inseridos no sistema. Contudo, o estudo Global Open Finance Index, realizado pela Open Banking Excellence em parceria com a Universidade de Oxford, indica que até o final de 2023, ou no máximo em 2024, o Brasil deve assumir essa liderança.

Dados oficiais do Banco Central brasileiro indicam que atualmente, cerca de 13% da população brasileira aderiu ao Open Finance, algo em torno de 26 milhões de consentimentos únicos.

Mas de nada adianta ter acesso aos dados compartilhados e não saber interpretá-los. O Open Finance pode sim melhorar as condições de um empréstimo ou facilitar o aumento do limite de crédito, mas sozinho não faz isso. Por isso, o uso da inteligência artificial dentro desse cenário traz diversas vertentes de atuação.

Hoje, já temos no mercado soluções que detectam fraudes, por exemplo, com base no relacionamento que este cliente tem com uma única instituição financeira. Com o Open Finance, essa análise passa a ser muito mais ampla permitindo cruzar informações transacionais, comportamentais e de saúde financeira de uma forma holística.

Falando em saúde financeira, é por meio da inteligência artificial e da análise dos dados obtidos via Open Finance, que um banco pode oferecer uma oferta exclusiva e aderente ao momento de vida de clientes inadimplentes, uma vez que é possível identificar de forma clara sua capacidade de pagamento.

O amadurecimento desta combinação Open Finance + IA, ainda deve render muitas oportunidades, uma vez que as avaliações realizadas pela inteligência artificial contribuem para uma análise prescritiva e preditiva, resultando em uma hiperpersonalização de serviços em que o aprendizado de máquina a IA, combinado ao Open Finance consigam prever cenários futuros conectados aos interesses do cliente final.

Atualmente, os clientes que consentiram o compartilhamento das informações precisam renovar o cadastro a cada 12 meses, contudo, o Banco Central do Brasil tem trabalhado na simplificação desse processo para que o cliente não precise passar por todas as etapas de cadastramento ou ainda possa estender esse compartilhamento por mais tempo. As regras para uso dos dados de Open Finance são bem reguladas no Brasil e vale lembrar que o cliente pode solicitar a exclusão do compartilhamento a qualquer momento, sem ônus a ele.

O Open Finance traz em sua essência o propósito de construir um ecossistema responsável e inclusivo com aumento de oferta de produtos e estímulo à competição entre os players. E a tecnologia e a inovação caminham lado a lado com esse universo de referências e conhecimento, afinal, mais importante do que ter acesso aos dados é saber interpretá-los e, a partir deles, transformar em informação e diferencial competitivo. Essa é a magia da Inteligência Artificial.

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