
O início de 2026 escancara um desafio econômico no Brasil: mais de 80,6 milhões de pessoas estavam negativadas em dezembro de 2025, segundo o Mapa da Inadimplência da Serasa — o maior número já registrado. O cenário pressiona o caixa das empresas e exige uma mudança de postura: ir além da cobrança tradicional.
A nova lógica do mercado é clara: deixar de tratar o inadimplente como problema e enxergá-lo como cliente em potencial. Para Thiago Oliveira, CEO da Monest, entender o contexto financeiro do consumidor é decisivo. “Não se trata apenas de recuperar receita, mas de restabelecer confiança e reativar relações comerciais”, afirma.
Com bancos, cartões e empréstimos entre as principais origens das dívidas, cresce a urgência por abordagens estruturadas e humanizadas. Negociações que considerem a realidade financeira do cliente — com parcelamentos flexíveis, descontos e prazos viáveis — aumentam as chances de acordo e reduzem desgaste.
Cinco pilares ajudam a transformar dívida em relacionamento:
- Trocar o tom da cobrança por diálogo respeitoso.
- Usar dados para personalizar propostas.
- Oferecer flexibilidade com regras claras.
- Facilitar a negociação em canais digitais.
- Encarar a renegociação como estratégia de fidelização.
Empresas que adotam essa visão não apenas recuperam crédito, mas fortalecem reputação e criam bases mais sustentáveis para crescer em 2026.
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